sábado, 10 de outubro de 2009

Refletindo a partir do comentário...

A partir do comentário do Professor Benites, estou aqui para acrescentar minhas reflexões sobre esta citação: “Penso que os profissionais desta modalidade de ensino devem estar preparados para atender os diferentes objetivos e características de cada educando...”
Quando citei que os profissionais de educação da EJA devem estar preparados para atender os educandos... é por que acredito, que para o professor trabalhar com jovens e adulto, não seja uma tarefa fácil, por que em primeiro lugar não podemos pensar, que iremos realizar nas aulas, o mesmo tipo de metodologia que realizamos com os alunos das séries iniciais.
E também trabalhar com essa modalidade, o professor deve estar preparado para propor atividades que estimulam a permanência dos alunos na escola, por que na maioria das vezes são alunos que chegam até a escola, desacreditados de seus potenciais, cansados pelo dia de serviço que tiveram cheios de problemas familiares e ainda tem que ir até a sala de aula à noite para aprender.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Educação de Jovens e Adultos

Lendo o parecer CEB 11/200 Resolução CNE/CEB 1/2000, pude compreender que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) caracteriza-se como uma proposta de ensino voltada ao atendimento aos que na idade própria, não tiveram acesso a escolarização, e nem domínio da escrita e da leitura ou foram impossibilitados devido a condições sociais adversas. Ser privado deste acesso é a perda de um instrumento necessário para uma presença significativa na sociedade. Por isso foi criado a EJA, para que todos tivessem um bom desenvolvimento de suas habilidades e adquirir um nível profissional mais qualificado. .
Penso que os profissionais desta modalidade de ensino devem estar preparados para atender os diferentes objetivos e características de cada educando, principalmente considerando a idade semelhante ou superior com a qual estarão trabalhando. Devem estar abertos ao diálogo e a compreensão de cada realidade, além de possuir a formação necessária, tornando-se capazes de construir projetos pedagógicos que atendam as necessidades e expectativas dos educandos, respeitando as normas e exigências respectivas desta modalidade.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Comênio o Pai da Didática Moderna


A grande obra pedagógica de Comênio, foi a “Didática Magna”(1657), marcando o início da sistematização da pedagogia. Nessa obra, o pensador realiza uma racionalização de todas as ações educativas, indo da teoria didática até as questões do cotidiano da sala de aula.
Comênio desenvolveu suas idéias sobre o ensino, usando quatro elementos importantes da sua pedagogia: a consideração do aluno, o ensino igual para todos, que a aprendizagem deve começar a partir dos sentidos, da percepção, da experiência do aluno e o bom relacionamento entre professor e aluno, como fundamento para a aprendizagem do aluno. A partir desses elementos, encontro no cotidiano de nossas escolas, profissionais que em suas práticas pedagógicas, se preocupam em trabalhar com os alunos a partir da realidade em que estão inseridas, suas experiências, potencialidades e valorizando suas capacidades de cada um.
Partindo desta busca, acredito que estamos promovendo uma construção de ensino com qualidade, de melhores aprendizagens, formando alunos pesquisadores, críticos, reflexivos e cidadãos ativos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

7º Semestre


Mais um semestre....
Muitas aprendizagens estão por vir...
Neste semestre aprenderemos mais sobre didática, línguas e linguagens,
LIBRAS e Educação de Jovens e Adultos e seminário Integrador.
Sucesso para todos nós!

domingo, 14 de junho de 2009

Educação - Civilização - Barbárie

A leitura do texto “Educação após Auschwitz” do filósofo alemão Theodor Adorno, nos leva a pensar sobre a atual situação da educação, enfatizando a importância de trabalharmos para que Auschwitz não venha a se repetir.
Concordo com Adorno quando diz que a educação só teria pleno sentido como educação para a auto-reflexão crítica. E aí entra nossa missão enquanto educadores, embora estejamos enfrentando um tempo difícil, onde a sociedade está carente de valores, as famílias cada vez mais desestruturadas geram filhos ainda mais complicados, tristes, carentes. As famílias são a referência de conduta para as crianças e em alguns casos isso não acontece positivamente e o professor tem um importante papel na formação delas. Então, precisamos ter cuidado na maneira como tratamos o nosso aluno, procurar resolver os conflitos de maneira pacífica, para não sermos coniventes com a agressividade, assim, num clima de respeito, de diálogo, de cooperação podemos fazer a diferença e ajudá-lo a reforçar o que há de bom para uma convivência saudável.
A educação é a arma mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo. Acredito que através da educação, seja possível trabalhar, tentando mostrar a “cura”, ensinando nosso aluno a pensar, refletir, se posicionando acerca dos fatos. Mas tudo isso regado com muito afeto, com sentimento e consciência de um mestre que estendas a mão e não tenha medo de dar amor, pois estamos trabalhando com crianças e adolescentes que ouvem nossas palavras e se espelham em nossas atitudes.
Através da educação podemos tornar as pessoas mais sentimentais, sensíveis, capazes de amar, a não serem tão frias com seus semelhantes. Precisamos alertar e fazer desabrochar o amor que ainda existe nos seres humanos antes que o cortem pela raiz, evitando-o assim de uma barbárie de Auschwitz, para que isso não se repita.


quarta-feira, 13 de maio de 2009

Inclusão

Neste semestre, a Interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Especiais está nos proporcionando uma reflexão sobre inclusão. Esse assunto, ainda nos assusta, gerando muita polêmica, no que diz respeito à inclusão desses educandos na rede regular de ensino, tornando uma tarefa sem dúvida difícil, pelo despreparo de nossa parte. É claro que a culpa, se é que existe algum culpado, não é exclusiva do professor, pois as condições oferecidas ao trabalho docente, cargas horárias cansativo, salários e auto-estima baixa, enfim sabemos que ainda existem barreiras existentes frente o meio educacional e familiar. Também existe a falta de incentivo nas políticas publicas para contemplar uma melhor formação no sistema educacional inclusiva.
Entretanto sabemos que a “Inclusão de fato é mais que estar no mesmo espaço, trocar experiências, socializar-se”. A escola que viemos sonhando nesses anos deve ser aquela que rompa com as desigualdades e com o preconceito, que leve o aluno deficiente ou diferente a poder exercer sua cidadania mais ativo dentro da sociedade.

domingo, 19 de abril de 2009

Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos

Nesta semana, dia 16 de abril tivemos aula presencial de Psicologia com a professora Jaqueline e a tutora Márcia. Foi uma aula muito gratificante, pois discutimos sobre o texto Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos, de Fernando Becker, onde me levou a entender melhor como está estruturada a relação ensino/aprendizagem escolar.

Conforme o autor do texto pode-se afirmar que existem três diferentes formas de representar a relação entre o ensino e a aprendizagem que são: A Pedagogia Diretiva, Não Diretiva e a Relacional.

Na Pedagogia Diretiva, o professor fala e o aluno escuta. Ele só aprende se o professor ensina. Sendo este considerado como uma “tabula rasa”, isto é, para o professor, que trabalha a partir desse enfoque teórico, somente ele pode produzir algum novo conhecimento no aluno.

A Pedagogia Não-Diretiva considera o professor um facilitador, um auxiliar do aluno. O professor acredita que o aluno aprende por si mesmo.
Na Pedagogia Relacional o professor compreende que o aluno é capaz de aprender sempre e também de ensinar. Juntos buscam novas perguntas e respostas,construindo assim novos conhecimentos.
Fazendo um paralelo entre os três modelos pedagógicos, podemos observar as diferenças no resultado final do processo de aprendizagem.

A partir das indagações da professora Nádie, estou aqui para acrescentar sobre este último parágrafo, nessa postagem.
Quis dizer que, fazendo uma análise entre os três modelos, acredito que conforme a proposta da Pedagogia Relacional, o aluno tem mais oportunidade de construir uma aprendizagem, vai proporcionar o aluno, adquirir mais seus conhecimentos. A Pedagogia Relacional coloca ainda, que tudo o que o aluno construiu até hoje em sua vida serve de patamar para continuar a construir e que alguma porta se abrirá para o novo conhecimento, é só uma questão de descobri-la.
O aluno não é uma tabula rasa, onde depositamos todos os conhecimentos, como se dá no modelo empirista, o professor decide o que fazer e os alunos executam.
Assim, percebo que aí ocorra a diferença do resultado final deste processo, pois acredito que através deste modelo, seja o mais adequado, porque o sujeito interage a todo momento, sua ação é primordial e todos aprendem. A educação deve ser um processo de construção de conhecimento ao qual acorrem, em condição de complementaridade, por um lado, os alunos e professores e, por outro, os problemas sociais atuais e o conhecimento já construído.